terça-feira, fevereiro 07, 2006

Exercício Físico e Diabetes Mellitus (parte 3)

Nesta última parte irei enfatizar mais o papel do exercício físico no controlo desta doença. O exercício físico regular tem um papel fundamental, sendo extremamente benéfico no controle da diabetes mellitus, da intolerância à glicose e resistência à insulina. O tipo de exercício que vem mostrando efeitos mais significativos é o aeróbio (envolvendo grandes grupos musculares), que em nível sub-máximo (60–70% do VO2máx), produz sensível aumento na captação de glicose pelos músculos, independente da insulina (Evans & Cyr-Campbell, 1997). No entanto estudos recentes mostram que o aumenta da sensibilidade à insulina é mais efectivo em actividades mais intensas (70-80% do VO2máx), (WHO, 2002). Actividades físicas vem sendo cada vez mais recomendadas para diabetes tipo I, já que a sua prática regular reduz a dosagem de insulina, melhora o controlo da enfermidade, a condição cardiorespiratória e por consequência a qualidade de vida. Ainda assim os pacientes diabéticos em uso de insulina, devem estar conscientes dos riscos do exercício físico. Nesses casos torna-se necessário manter o equilíbrio entre a dosagem de insulina, dieta e exercício, não praticando actividades físicas isoladas nem em descontrolo metabólico (Bouts, Portela, Soares, 1998), devendo adiar o exercício se a glicose sanguínea > 300 mg/dl ou > 240 mg/dl com corpos cetónicos urinários (ACSM, 2000). Pacientes com diabetes tipo II também evidenciam melhora notória com o exercício, que combinado à perda de peso pode restaurar a intolerância à glicose próximo aos padrões normais, já que muitos casos de diabetes são ocasionados pela inactividade física (Rique et al, 2002). O ACSM (2000), alerta que os benefícios só ocorrem se houver regularidade (4/6 vezes semanais,). Ao iniciar um programa de exercícios físicos o diabético deve monitorar a glicose sanguínea antes, durante e após o mesmo, se estiver tomando insulina ou se a glicose sanguínea antes do treino for < 80-100 mg/dl. A hipoglicémia não ocorre apenas durante o exercício, podendo ocorrer até 4-6 horas após a sessão de exercícios (ACSM, 2000). Sendo assim o diabético terá de reduzir a dose de insulina ou aumentar a ingesta de hidratos de carbono antes e após a actividade física. De seguida irão ser dados alguns conselhos / recomendações ao paciente que deseja praticar exercício físico:
-Escolha uma actividade física a seu gosto
- Evite metas inatingíveis. Aumente progressivamente a duração da actividade e a intensidade do esforço.
- Exercite-se diariamente pelo menos durante 20-30 minutos, ou 3 a 4 vezes por semana durante 45-60 minutos.
- Começar a sessão com exercícios de alongamento e movimentos articulares. Repetir os alongamentos no fim da sessão.
- Se nunca praticou actividade física programada, comece por aumentar as actividades diárias que faz habitualmente, como caminhar, subir e descer escadas, etc.
- Interromper o exercício ante sinais de hipoglicemia, dor no peito ou respiração sibilante.
- O sapato utilizado deve ser confortável e as meias de algodão. Examine diariamente os seus pés.
- Beba uma quantidade maior de líquido sem calorias nem cafeína, como água, antes, durante e após a actividade física.
- Não se esqueça de levar açúcar para a sessão de actividade física.
- Se você caminha, corre ou anda de bicicleta, evite as interrupções durante o tempo proposto.
Para uma melhor eficácia e segurança no treino, procure um profissional qualificado.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Exercício Físico e Diabetes Mellitus (parte 2)

No artigo anterior observámos como a doença se manifesta e desenvolve, bem como os seus diferentes tipos. Nesta segunda parte iremos perceber como a diabetes se torna perigosa para a nossa saúde e algumas alternativas para amenizar o seu risco potencial. Já vimos anteriormente que a diabetes sem um cuidado específico pode levar à obesidade e a hipertensão arterial (estas duas doenças factores de risco de doenças cardiovasculares), mas também nos poderá trazer problemas mais sérios, nomeadamente doenças cardiovasculares (DCV). O maior número de mortalidade em pessoas portadores de diabetes é por DCV (AHA, 2003). Uma importante razão para isso é que normalmente a diabetes está acompanha de um baixo HDL colesterol, altos níveis de triglicéridos e pressão arterial alta. É altamente recomendável com vista a inverter essas tendências, mudanças nos hábitos de vida, controle do peso, alimentação saudável e pratica regular de exercícios físicos. Pollock & Wilmore, (1993) alertam para o facto da diabetes duplicar o risco de mortalidade cardiovascular; risco esse substancialmente maior entre as mulheres. É considerado factor de risco para doenças das coronárias, sempre que a glicose em jejum seja ≥110 mg/dl (6,1mmol/l), em mensurações feitas, no mínimo em duas ocasiões diferentes (ACSM, 2000).

Será que sou diabético?
Para sabermos se somos ou não diabéticos existem critérios de diagnóstico. Em 2000 o Colégio Americano de Medicina Desportiva, reformulou os seus critérios de diagnóstico da doença. É considerado diabéticotodo aquele que apresentarapenas uma das possibilidades apresentadas abaixo.
1 - Sintomas de diabetes (poliúria, polidipsia, perda de peso inexplicável + concentração plasmática casual de glicose > 200mg / dl (11,1mmol/l).
OU
2 - Glicose plasmática em jejum (8 horas) > 126mg/dl (7.0 mmol/l).
OU
3 - Glicose plasmática de duas horas > 200 mg/dl. O teste deve ser feito obedecendo aos padrões da OMS, utilizando uma carga de glicose contendo o equivalente a 75g de glicose anidra dissolvida em água. (não deverá ser usada em exame clínico de rotina).

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Exercício Físico e Diabetes Mellitus (parte 1)

Antes de abordarmos a influência do exercício físico na diabetes, é importante especificar-mos as determinantes principais desta doença. A diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicémia, que resulta de defeitos na acção e/ou secreção de insulina, (ACSM, 2000). É definida como: quantidade plasmática de glicose, maior ou igual a 126 mg/dl, medida em duas ocasiões (AHA, 2003 e ACSM, 2000).
A maioria dos casos da diabetes enquadra-se em duas amplas categorias:
A diabetes tipo I ou insulinodependente, aparece frequentemente entre os jovens. Caracterizada por uma deficiência quase absoluta na secreção de insulina, devido à destruição das células beta do pâncreas. A glicose é levada pelo sangue a todas as células do corpo, todavia antes que estas a possam utilizar, ela tem de atravessar a membrana celular, sendo a insulina um facilitador desse transporte. Estes indivíduos necessitam de aporte diário de insulina para sobreviver (Nunes, 1999).
A diabetes tipo II ou não insulinodependente, é a forma mais comum de diabetes, atingindo 85% de todos os indivíduos diabéticos, surgindo usualmente em adultos de meia idade (Nunes, 1999). Neste tipo de diabetes, há produção de insulina (embora reduzida) pelas células beta do pâncreas. Segundo Barata et al., (1997) a diabetes tipo II, na sua fase inicial, é caracterizada como uma doença de patogenia mais periférica do que pancreática. Nas fases pré–diabéticas de glicemias normais, já existe uma resistência há insulina, ocorrendo perda de sensibilidade dos tecidos alvo à acção da insulina. O pâncreas responde com hipersecreção de insulina e consequente hiperinsulinemia (excesso de insulina), levando ao aumento da síntese de triglicéridos no tecido adiposo, com isto vem a obesidade. A hiperinsulinemia alem de preceder à diabetes devido ao esgotamento pancreático, tem duas outras possíveis consequências importantes, são elas a obesidade e a hipertensão arterial (HTA). Actualmente está a tornar-se um problema também em crianças e adolescentes. Obesidade e inactividade física são dois importantes factores de risco para o aparecimento da diabetes tipo II.

terça-feira, agosto 23, 2005

Exercício Físico e Doenças Cardiovasculares

O rápido avanço científico e tecnológico, operado no último século, levou a que os problemas de saúde se modificassem substancialmente. Por um lado houve uma diminuição das doenças infecciosas, relacionadas com a falta de saneamento básico; por outro surgiram novas doenças relacionadas com o estilo de vida, associadas ao consumo de tabaco, álcool, drogas e doenças cardiovasculares (DCV), estando estas relacionadas, muitas das vezes, com a falta de actividade física. Actualmente os distúrbios cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, com 17 milhões de óbitos (Veja, 2002). Em 2020, estima-se que esse número aumente para cerca de 25 milhões de mortes. Se todas as principais formas de DCV fossem eliminadas, a esperança média de vida aumentaria em 10 anos, enquanto que se todas as formas de cancro fossem abolidas, essa esperança de vida aumentava apenas 3 anos (Nieman, 1999).
Mas afinal, o que são doenças cardiovasculares? Doença cardiovascular é um termo genérico usado para diferentes tipos de doenças do coração. As coronariopatias, a hipertensão, os acidentes vasculares cerebrais (AVC), a insuficiência cardíaca congestiva, as valvulopatias e a cardiopatia reumática englobam o vasto leque (Pollcok & Wilmore, 1993).
Foi realizado por Vaz (2004), uma pesquisa envolvendo 60 indivíduos do sexo feminino (30 activos e 30 sedentários) entre os 20 e os 49 anos de idade, com objectivo central de comparar o possível risco cardiovascular entre praticantes de musculação e indivíduos sedentários. Verificou-se que, em média, os indivíduos activos apresentavam uma menor probabilidade de risco para a saúde e por conseguinte de doença cardiovascular, obtendo um Índice da Massa Corporal (IMC) e uma circunferência da cintura menor. Comparativamente com indivíduos activos, os sedentários apresentavam uma maior probabilidade de doença cardiovascular na faixa etária dos 20-29 anos e 40-49 anos. Dentro da faixa etária dos 40-49 anos é onde se notavam as maiores diferenças.
Mexa-se pela sua VIDA!

quarta-feira, julho 13, 2005

Suplementos nutricionais, opção correcta ?

De há uns anos a esta parte, a indústria da suplementação alimentar tem crescido de uma forma muito acentuada. Cada vez mais as pessoas recorrem a suplementos nutricionais, com vista a adquirirem um corpo mais tonificado e, portanto, esteticamente mais agradável. Uns adquirem suplementos para emagrecer, outros para aumentarem o seu peso, outros ainda para definirem seus músculos ou mesmo recuperarem mais rápido do treino intenso que realizaram na véspera. Falando em exercício com o objectivo de promoção da saúde, definitivamente não necessitamos de suplementação alimentar adicional. Uma alimentação equilibrada e variada, com todos os aminoácidos e nutrientes necessários ao nosso organismo, é mais que suficiente e muito mais saudável. O director-médico do Comité Olímpico Internacional (COI), refere ainda que os atletas "não devem tomar suplementos e não há necessidade de o fazer, pois uma boa dieta nutricional, é muito mais eficaz".
Os suplementos nutricionais, desde há já algum tempo, tem sido alvo de questionamentos quanto á sua confiabilidade entre os profissionais do exercício físico. Quero com isto dizer que existiam suspeitas de que alguns suplementos continham substâncias perigosas, nocivas à saúde (esteróides anabolizantes), e tão grave quanto isso era a omissão de tais substâncias por parte dos respectivos fabricantes. Para comprovar tal suspeita, o COI realizou um estudo envolvendo 634 tipos de suplementos nutricionais, originários de 215 fabricantes diferentes, sediados em 13 países, que se encontravam no mercado entre Outubro de 2000 e Novembro de 2001. Foram detectadas 94 amostras (14,8%) com substancias proibidas (dopantes), além de muitas outras amostras terem obtido resultados duvidosos. Foi na Holanda (25,8%), Áustria (22,7%), Reino Unido (18,9%) e EUA (18,8%), que os resultados se mostraram mais preocupantes.
Mais que uma questão de seriedade e ética desportiva, torna-se uma questão de saúde pública. É deveras preocupante que os adultos e especialmente os jovens consumam esses produtos que se encontram mascarados nos ditos "suplementos alimentares" (nome até simpático), pois são de grande perigosidade para a saúde. Agora cabe a si decidir. Se possui em casa um laboratório onde possa analisar sempre os suplementos que adquirir, então não têm, porque não comprar, agora por outro lado se não têm já sabe que não deve confiar apenas no que está escrito (rótulo), pois eu também não confio.

segunda-feira, junho 13, 2005

Abdominais vs Perda de Gordura Abdominal

Constantemente tenho sido alvo de questionamentos sobre a perda de gordura abdominal e qual a interferência dos exercícios abdominais nessa mesma gordura.
É importante esclarecer, de uma vez por todas, que os exercícios abdominais não "tiram barriga", ou seja, sozinhos não vão conseguir remover a gordura localizada na barriga e cintura. Eles ajudam-nos a fortalecer e hipertrofiar os músculos do abdómen. Para conseguirmos retirar a camada de gordura que cobre o abdómen, é necessário adicionarmos aos exercícios abdominais, uma actividade aeróbia (a qual utilize como prioridade de fonte energética, a gordura) e uma alimentação hipocalórica (baixa em calorias).
Como referido em temas anteriores, a gordura corporal diminui quando o gasto calórico é superior a sua ingestão. As reservas de gordura apenas são mobilizadas em número significativo através de actividades aeróbias de longa duração, como o ciclismo, a corrida, a natação, etc.
E 1000 abdominais não são uma actividade de longa duração? Se realizarmos 1000 abdominais podemos classificá-los como uma actividade de longa duração, mas muito menos eficiente que as anteriores. A corrida, o ciclismo, a natação são actividades físicas que envolvem grandes agrupamentos musculares, produzindo um elevado gasto energético ao contrário do exercício abdominal.
É igualmente importante referir que o organismo utiliza as reservas de gordura como um todo. Isto quer dizer que a gordura "recrutada" durante o exercício pode ser aquela que está situada nas costas, no braço, no pescoço, na perna e não obrigatoriamente aquela que está em cima do músculo que está a ser trabalhado.
Mas atenção!!! Não quero dizer que não devamos trabalhar o músculo abdominal. Pelo contrário, considero-o um músculo extremamente importante do nosso corpo e fundamental para a protecção da coluna vertebral. Ele tem uma acção importante na sustentação da região lombar, evitando lesões principalmente ao nível da quinta vértebra lombar em articulação com a região sacrococcígena. Proporciona boa postura e ainda ajuda no processo digestivo, respiratório, parto etc. Forma no seu conjunto uma cinta elástica, protegendo e fixando os diferentes órgãos da parede abdominal.

Quando nos propomos a fazer uma restrição calórica (dieta) significativa, o músculo abdominal nunca pode ser esquecido, falo isto por experiência própria. Há cerca de 2 anos atrás quando coordenava uma Academia de Musculação no Brasil, recebi uma cliente que tinha sido sujeita a uma rígida restrição alimentar para perda de peso. Resultado, perdeu peso; mas perdeu músculo e músculo da parede abdominal, o que resultou, à posteriori, num deslocamento no sentido descendente (alguns cm) do seu local original de um órgão dessa mesma parede, o rim. Este, por sua vez, exercia uma forte pressão sobre a bexiga, resultando numa dor muito intensa, principalmente na posição bípede. Podemos dizer que este acontecimento foi o reflexo de uma dieta rigorosa sem o fortalecimento muscular adequado.

quarta-feira, maio 11, 2005

O problema do Índice de Massa Corporal (IMC)...

Corriqueiramente, quer na tv, quer em jornais e revistas generalistas, somos confrontados com o problema da obesidade e do excesso de peso e as suas consequências a longo prazo. Rapidamente nos deparamos, com a extrema facilidade que é, identificarmos se estamos acima ou abaixo do peso ideal. Basta realizarmos uma simples operação matemática, que envolva peso e altura. Infelizmente as coisas não são tão fáceis como parecem e não devemos utilizar apenas essas variáveis, para identificarmos se estamos ou não dentro da zona saudável ou do peso ideal. Até metade do século passado, a única forma usada para avaliar se a pessoa era obesa ou não baseava-se na comparação entre o peso e a altura, através de tabelas pré-definidas. Elas estimam de uma forma grosseira o peso corporal ideal, não levam em conta a composição corporal, as causas de morte, nem a qualidade da saúde antes da morte (McArdle, Katch, Kacht, 2002). Foi o Dr. Behnke, nos anos 40 que colocou em questão a validade dessas tabelas. Ele verificou que, de acordo com elas, 11 dos seus 17 jogadores de futebol americano eram considerados obesos. Na verdade, esse excesso de peso era oriundo, principalmente, do grande desenvolvimento muscular e não de um excesso de gordura (como sabido a massa muscular é mais pesada que a massa gorda). Hoje em dia, felizmente existem vários métodos com a mesma finalidade, como o IMC, ICQ, pesagem hidrostática, pregas cutâneas, bioimpedância, etc., alguns deles muito fiáveis. O IMC que é determinado pela seguinte expressão [Peso corporal(Kg)/Estatura x Estatura (m)], exibe uma associação bem mais alta que as tabelas de altura/peso, para determinar a gordura corporal. Ele possui uma relação curvilínea com a mortalidade, devido a todas as causas, aumentando à medida que aumenta o risco para as doenças cardiovasculares (McArdle, Katch, Kacht, 2002).
Apesar disso sabemos que este índice ( IMC) apresenta bastantes limitações. Tal como as tabelas de altura/peso, não leva em consideração a composição proporcional do organismo, tal como a massa muscular, o peso ósseo e até mesmo o volume plasmático (aumenta com o treino). Por estas razões não é aconselhável aplicar este índice a atletas, indivíduos com perfil mesomorfo, fisioculturistas, mulheres grávidas ou em fase de aleitamento, crianças e idosos. Actualmente, o IMC é bastante utilizados basicamente em programas de saúde pública, que envolvem um grande número de sujeitos, pois é um método que se torna útil essencialmente pela sua practicidade e nunca pode ser aplicado como uma forma de estimar a gordura corporal em sujeitos individualizados.

sábado, abril 23, 2005

Emagrecimento - Peso ideal

Ao falarmos de perda de peso, não podemos nos esquecer que o processo de emagrecimento começa na boca. Primeiramente, deveremos ter preocupação em controlar a quantidade e qualidade de alimentos que ingerimos, nunca esquecendo de realizar em torno de 6 refeições diárias. Seguidamente, a nossa preocupação deverá ser a de gastar as calorias que injerimos. Pois, o processo de emagrecimento, resulta de um balanço calórico negativo. Isto quer dizer, que devemos gastar mais Kcal, que as que ingerimos. Ex: Diariamente ingerimos 3000 Kcal e gastamos apenas 2500 Kcal. Este balanço calórico é positivo e deste modo nunca conseguiremos perder peso. Quando um individuo com excesso de peso toma a atitude de querer emagrecer, primeiramente tem de ter força de vontade e acreditar plenamente que vai conseguir chegar ao objectivo almejado. Objectivos esses, que devem ser os mais realistas possiveis, passando por várias etapas até alcançar o seu objectivo final, a conquista do peso ideal!!
Para isso não basta apenas fazer um dieta rigorosa. Estudos cientificos mostram, que uma dieta conjugada com o exercício físico tráz muitos melhores resultados que realizar ambos separadamente. É de salientar especial atenção par as dietas rigorosas, pois estas ao prelongarem-se por algum tempo trazem consequências negativas para o nosso organismo. Consequências essas que resultam em perda de massa muscular, atrofia de músculos, cansaço rápido, fraqueza entre outras. No que respeita os exercício físicos, devemos procurar o trabalho aeróbio moderado (cerca de 65% do VO2 máx), mas também o neuromuscular. Isto porque durante o trabalho aeróbio, quanto maior a duração (acima de 12 minutos), maior a participação de gordura como substracto energético e o neuromuscular, porque um músculo mais desenvolvido consome mais energia, logo mais Kcal.
Como conclusão, no processo de emagrecimento, deveremos criar várias metas, para que este processo decorra por etapas. Não deixe de contactar um profissional de educação física especializado, pois este irá ajudá-lo(a) a atingir os seus objectivos, utilizando critérios cientificos e rigorosos na prescrição de exercícios físico adequado ás suas necessidades. Procure igualmente um nutricionista para lhe prescrever uma alimentação balanceada.

sábado, março 05, 2005

Faça exercício físico e transforme-se !!!!

Sim acredite, é real, não é propaganda enganosa. Tome uma atitude: "MEXA-SE" de uma vez por todas. Faça alguma coisa pelo seu corpo, pois ele é o seu maior património. É tudo o que temos de mais palpável na nossa existência aqui na Terra. Você tem o poder de escolha, por isso escolha o melhor para a sua vida; afinal ela é única e não se repetirá mais....

"A mudança começa por pequenos gestos. Faz-se uma curta caminhada, por exemplo e essa aos poucos vai sendo aumentada. Tudo começa com um simples primeiro passo. Se a pessoa persistir por 90 dias, período em que aparecem as transformações orgânicas substanciais, não conseguirá mais parar. A reação é formidável. A pessoa se transforma. Parece que o nosso corpo está à espera que faça alguma coisa por ele." Nuno Cobra*
preparador físico de Ayrton Senna*

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Instrutores Vs Professores

O problema continua....
Quando é que as autoridades competentes abrem os olhos duma vez por todas? Onde está o Sindicato dos Professores de Educação Física?
Não é possível continuarmos a ver Instrutores, sem formação adequada na parte de Ciências do Desporto a prescreverem continuamente exercícios físicos. Muitos deles sem sentido nenhum e completamente contrários aos propósitos de seus clientes. Infelizmente não é raro verificarmos um cenário destes: antigo praticante de culturismo, comandando um ginásio e prescrevendo "treino" (que absurdo). Curioso é também verificar que estes antigos praticantes prescrevem sensivelménte o mesmo treino que lhes era prescrito a ele enquanto atletas. Um dos príncipios do treino desportivo intitula-se Individualidade Biológica. Em poucas palavras quer dizer que devemos respeitar as diferenças biológicas que existem entre todas as pessoas. Enquanto os donos de Ginásios e Academias não entenderem que o professor é a sua principal fonte de "rendimentos", devendo estes apostar nele, incentivá-lo e não menosprezá-lo (o que infelizmente aconteçe em alguns casos), dando-lhe autonomia suficiente para aplicar os seus conhecimentos em prol de um objectivo comum (sucesso), a coisa não muda.
Infelizmente em Portugal, pensa-se do seguinte modo: se posso pagar x a um Instrutor, (que para leigos faz exactamente o mesmo trabalho), para que pagar x + y para um Professor Licenciado. Assim sendo, quem sai prejudicado, e sem saber, na maioria das vezes, é o cliente que paga pelo serviço e muitas das vezes bem pago. É importante entendermos que por vezes não fazer qualquer exercício, por incrivél que pareça possa ser melhor que fazer algum. Pois esse algum, por insignificante que possa ser, poderá ser muito prejudicial. Tanto para o seu condicionamento físico (em vez de melhorar piora), mas pior que isso, a sua saúde pode ser posta em risco. Assim sendo, "trabalhar" para quê?
Não caia nessa. Antes de pensar em frequentar um Academia ou Ginásio, certefique-se de que "quem vai tomar conta de si" é um individuo com experiência, Licenciado em Ciencias do Desporto, porque prescrever exercícios é muito mais que conhecer quais exercícios trabalham determinados grupos músculares. Prescrição de exercício é uma arte em que requer estudo adequado, experiência e talento.